quinta-feira, 19 de novembro de 2009

360 graus

Hoje (ontem) eu li no twitter: “Uma volta de 360° para no mesmo lugar”. E,realmente, a vida é assim. Quem nunca reencontrou alguém? Quem nunca se viu na mesma situação de anos atrás? Quem nunca teve que passar por isso, de novo? – excetuando-se os casos de ‘primeira vez’.

Parei, pensei. Minha vida deu mais uma volta...

Digamos que, há uns 340° atrás muita coisa ruim aconteceu em minha vida e, desde então, mantive esse karma de “felicidade nenhuma, tristeza alguma” “NE fu NE fa”, “tanto faz”. Agora, quase chegando nos 360° sinto que alguma coisa vai mudar. Tá chegando a hora de qualquer coisa acontecer de verdade e fazer grande diferença; de mudar tudo.

Não sei, não sei. Não há base científica, estudos ou pesquisa. Eu simplesmente sinto.

E, sabe. Geralmente dá certo.

#indigoruleia

Dinha

Ele era tão fingi na hora rir. Ela não deveria se irritar com isso, afinal, sempre fora assim também. O único esporte que praticava há anos era essa fuga de si mesma. Só, e simplesmente. E estava dando tão errado que parecia tão certo escolher outros caminhos, e escolher outras formas de fazer parte da vida dele. Porque agora havia ele, e todas as coisas que tranformavam a sua vida por ele, e com ele. E havia ela também, e a sua mania de acreditar nas pessoas até o fim, até o temido fingi na hora rir.
É que ficou muito difícil prestar atenção nas coisas que ele diz, e ficou ainda mais difícil ela dizer alguma coisa que ele vá, de fato, prestar atenção de verdade. Ela precisava de um limite, sempre precisaria de um limite. Quando a paixão acaba sendo maior que o bom senso nós ganhamos um grande convite para o famoso me-fodi-de-verdade-e-agora-nem-drummond-vai-me-salvar (e não tem nada de poético nisso, confiem em mim).
Se de todas as vezes que ela se permitiu um pouco mais, por querer mais, por precisar de mais, acabou ficando com pouco, quase nada... Dessa vez decidiu guardar, ao menos, uma lembrancinha bonita, a fim de, quem sabe, não perder tanta vida em tão pouco tempo.
Mas ele não era seu, e doia não ter conseguido aquilo que quis.




Fernanda Campolim

Diário de bordo. 19-11-2009

Atenção, atenção, planeta Dinha escrevendo.

Esta é a primeira história de mais uma edição do diário de bordo de Dinha Mafra, falando diretamente do mundo da recuperação biológica e conseqüentemente emocional.

Terceiro dia, CAAAAAAAAAAAAARA!

O Paulinho me chamou pra beber. Cumpri MINHA promessa, não fui. Sentamos no bar. Os rapazes chegaram pra fumar. O Rafão me olha nos olhos, me vê angustiada com um Halls na mão, e pergunta “você parou, Di?” “Uhum” “Ah, então vamos sair daqui.”. Não era preciso, eu não ia fumar, anyway, foi muita gentileza da parte dele. Adoro!

Hoje, nada de café de novo. Não comi minha maçã e infelizmente apelei pra um lanche de cheddar do bar. Tudo bem, foi só uma vez. Amanhã estou vendo-me extrapolar. Não que eu pretenda, mas que eu me conheça. Veremos...

No trabalho, foi tranqüilo. Sem problemas, afinal, chefe o dia todo fora.

Não que ele cause problemas, mas ele caça todo e qualquer tipo de coisa que alguém possa ter feito errado/mais tarde/por engano, e dá-lhe grito.

As pessoas costumam se prender MESMO à dor e à dificuldade, né?

Durante o almoço tive uma carga de ânimo. Aquela pessoa que conheci há um ano e DOZE dias ainda sabe como fazer toda a diferença em minha vida. Toda. E fez. E fará ainda mais.

Enfim, escrevo enquanto como/bebo/vou ao banheiro. Cheguei extremamente cansada, agora é só tomar um banho e deitar.

Vamos lá, continuemos.

Boa noite!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Texto de uns dias atrás aê.

Sem tempo pra escrever, apesar de muuuuuuita vontade e muuuuuuuitas idéias.
Pena que elas se perdem depois.

Enfim, lá vai.



A partir de hoje, eu quero recomeçar. Recomeçar mesmo. Não é uma data, um dia, não houve nada que me fizesse de repente querer mudar. Agora, não há nada além de mim aqui. Não há ninguém além de uma Amanda preocupada com a sua vida, com sua satisfação e a de quem ela ama de verdade, das pessoas que realmente se importam com ela e a amam, e que não tem medo de demonstrar isso.

Todo o passado ficou pra trás. As magoas foram esquecidas, as dores e dissabores ficaram todos pro lado de fora. Não há mais motivos para se recordar. E até mesmo aquela pessoa que te fez tão bem – mas que tempo depois te arruinou – será completamente deixada de lado. Não há porque se importar tanto assim com todos. Até hoje, foi só o que você fez. Só o que você viveu. Com os outros e pelos outros. E agora? Agora nada. Você continua vivendo aí, sozinha. E tanta gente já te esqueceu, e tanta gente já te deixou. Você foi sim importante pra muita gente, e eles não negam. Mas já não fazem questão de tê-la por perto. São os tempos... Eles passam, as coisas mudam, a vida continua. Lembre-se disso. “A vida continua a escolha é sua”. Olhe pra trás com prazer. Saiba que viveu cada minuto de sua vida como quis, como pode, feliz. Mas passou. Não devemos desenterrar nada. Não devemos tentar fazer igual. Não devemos chorar e nos entristecer pelo que se foi. Deve-se viver o agora. Deve-se fazer da melhor forma possível. Deve-se querer sentir-se bem e ser feliz neste momento acima de tudo. Deve-se lutar pelo que quer. Deve-se matar por um ideal. Deve-se dizer o que pensa, o que faz e o que busca. Deve-se ir atrás, correr e lutar. Deve-se viver, mas viver de forma tão intensa e tão real que mais tarde, quando tudo isso já tiver passado, você consiga olhar pra trás, ser feliz pelo que passou, mas continuar a viver agora.

Diário de bordo. 18-11-2009

Atenção, atenção, planeta Dinha escrevendo.

Esta é a primeira história de mais uma edição do diário de bordo de Dinha Mafra, falando diretamente do mundo da recuperação biológica e conseqüentemente emocional.

Segundo dia, fácil.

Nada de café, nada de comida artificial, nada de besteiras, nada de cerveja, nada de cigarro.

Deste último, senti certa falta. Mas não foi algo que me deixasse mal, desesperada ou coisa do tipo. Apenas tive vontade de fazer aquilo que fazia todas as noites no intervalo da facul. Apenas.

Ter ligado pro Grande e ele não me atender, deixou-me triste... durante todo esse tempo não importava hora, momento, sempre que um ligava o outro atendia. Dormindo, em aula de música, em cima do palco, dirigindo, faculdade, etc, etc... Mas, pra tudo tem a primeira vez. Depois ele me mandou mensagem, mas eu tava capotada e nem respondi, hah. Mais tarde eu ligo de novo.

Reecontrar o Maiola por aqui foi legal. Torcendo muuito por ele, pra vir de vez pra Sampa. Quem sabe assim a Fran não desiste dele, e aí nós casamos e voltamos pros EUA pra trabalhar em cassinos??? Bom, pelo menos ele, de novo, poderia... hahaha.

O Rafa França tem sido tão fofo comigo. *-* Até me anima mais a noite...

Hoje passei muito nervoso no trabalho, mas não foi stress ou muitas coisas a se fazer. Acho que foi mais má vontade de todas as partes. Não conseguir confiar, nem querer que confiem em você. O clima lá ta ridículo, e isso é chato quando são quatro pessoas no trabalho. Eu confesso não entender como estou suportando atitudes alheias, mas continuo e não vou deixar de cumprir meu trabalho por isso. Mas não vejo a hora de sair dali, não vejo

Acredito que por causa disso eu esteja um tanto descrente com todo o resto, e todos os outros. Não que isso seja justificativa, mas me conheço e sei que enquanto não houver uma atitude, nada vai melhorar. Só não sei se é a hora certa pra isso, e sei que será pior me arriscar – se não houver certeza. Então, continuo. Triste, infeliz e insatisfeita, mas acreditando que LOGO vá melhorar.

Três meses, minha meta. Físico, organismo e psicológico.

Carpiem vita!